terça-feira, 22 de abril de 2008

Mosteiro da Costa

No cimo do Monte da Penha, nos arredores da cidade de Guimarães, situa-se o Mosteiro de Santa Marinha da Costa, sobressaindo da grande beleza florestal que o envolve.Em 1985, no sentido de converter as instalações deste cenóbio dos arredores de Guimarães numa das mais encantadoras pousadas de Portugal.A igreja monástica é antecedida por uma elegante escadaria setecentista do Barroco Joanino em granito, constituída por vários lances e sucessivos patamares, protegidos por gracioso corrimão de balaústres com pirâmides decorativas. Transpostas estas escadarias abre-se um largo terreiro para a fachada da igreja. De linhas rocaille , a igreja é imponente e apresenta movimentada volumetria arquitectónica, jogo dinâmico reforçado pelos elementos escultóricos nela inseridos. O portal nobre é uma aparatosa composição arquitectónica de linhas recortadas e ondeadas, volumetria que se estende ao andar superior e ao remate da empena, ladeado por balaustrada com urnas. No meio da profusa decoração rocaille da fachada, destacam-se as esculturas de vulto em granito, representando a titular, Sta. Marinha, S. Jerónimo e Sta. Paula. O desenho da fachada é realçado pela elevação das torres sineiras laterais, marcadas por ventanas e fogaréus, e ainda por sinuosa cobertura bolbosa.O amplo e equilibrado interior da igreja é enriquecido por um conjunto soberbo de imagens sagradas; enriquecendo os setecentistas retábulos e altares de talha dourada. O rocaille tem a sua maior expressão no coro da igreja e nas volumosas esculturas de madeira que o sustentam, bem assim como no soberbo e silencioso órgão.A capela-mor é coberta por uma fabulosa e harmoniosa abóbada de berço dividida em caixotões, onde se inscrevem belas cartelas relevadas, obra maior da Renascença do Norte de Portugal.Nas traseiras conventuais sobressai a magnífica varanda de S. Jerónimo, composta por cobertura de madeira sustentada por poderosos pilares quadrangulares. As paredes são revestidas por elegantes painéis de azulejos historiados setecentistas, sob os quais correm compridos bancos de pedra. No centro desta varanda, uma bela e refrescante fonte setecentista apresenta tanque de linhas ondeadas e taça superior esculpida.Na cerca antiga do cenóbio estendem-se os jardins desenhados a buxo, uma floresta de carvalhos e de outras espécies arbóreas, assim como os tanques de água fresca e uma zona agrícola de horta e laranjal, introduzindo uma nota de forte apelo ao convívio com a natureza.

Sem comentários: